VIAGEM LONDRES - RIFA - CAIXAS PRODUTOS AVON (prorrogado)






Esta rifa tem como objetivo angariar fundos para viagem que vou fazer para Londres a fim de estudar no The Neill Gorton Prosthetics Studio em 2012 (Criação e confecção de próteses para Teatro e Cinema).  Fui contemplado por um edital do ministério da cultura para essa viagem, mas o edital não cobre todas as despesas previstas.
Estou recorrendo a rifa para cobrir alguns custos da viagem, para isso, sortearei duas belíssimas caixas de produtos de maquiagem da AVON.


Termos e informações para o sorteio:
·           Valor mínimo para inclusão do nome no sorteio: R$ 15,00.
·           A cada R$15,00 dará o direito a 1 cupom.
·           Para que o nome seja incluído envie um e-mail com comprovante de pagamento, nome completo, cidade e estado para neilllondresviagem@gmail.com com o assunto “Viagem Londres - Rifa - Caixa Produtos Avon” 
  Conta para depósito ou transferência:

Informações para deposito e transferência:
CPF 107.719.847.74
Rodrigo Alves Reinoso

Santander
AG 4208
conta corrente: 01002322-6

Caixa Econômica
Conta Poupança 00025185-1 op: 013
AG 0174

·           Sorteio será realizado através de um sistema eletrônico e será gravado e divulgado no YouTube e no Blog.
·           Serão sorteados dois nomes. o primeiro sorteado receberá a caixa preta e o segundo a caixa rosa.
·           Dentro da rifa terá um sistema de indicação onde haverá um sorteio extra, para quem indicar 10 pessoas que comprovadamente participarem da rifa. (mais informações sobre o sorteio extra abaixo.)
·           Rifa valida até 23h59min do dia 27 de Janeiro 2012.
·           Divulgação do ganhador dia 29 de Janeiro 2012.
·           Será enviado a qualquer parte do Brasil, sem cobrança de envio.


Fotos dos produtos: Clique aqui


Sorteio Extra:
· Um workshop de 3 dias, depois da viagem, de criação e confecção de prótese.
· Serão sorteados 8 nomes.
· Para entrar nesse sorteio é necessário que a pessoa que você indicou mande, junto ao comprovante de depósito e as informações pedidas, o nome de quem a indicou para participar da rifa.
·Divulgação do ganhador dia 29 de Janeiro 2012. (prorrogado29/03)
·Valida até 23h59min do dia 27 de Janeiro 2012.(prorrogado27/03)

Produtos dentro de cada caixa:


CAIXA PRETA:
·Quarteto de sombras Cintilantes    
 Jeans, azul céu, ocena, Marinho

· Quarteto de sombras Cintilantes/ Aveludadas
Black, Night, Grafite, Branco perolado

·Blush em Pó 
  Malva
  Caramelo

·Blush em Pó Mineral - Smooth minerals - rose radiance

·Base compacta de Multipla ação -  Bege Médio

·Base leve     
Marrom escuro
Bege Puro
Mel

·Batom Gloss
Rosa Malva

·Batom de longa duração (extra Lasting)
Malva
Vermelho

·Baton - Malva Chic

·Mascara curvadora intensa de Cílios à prova d'água - Preta

·Pincel para pó da Avon       
·Pincel para sombra da Avon
·Pincel para base da Avon   

·Delineador de boca - Cor boca

·Delineador Para esfumar os olhos (Jillion Dempasey) - Preto

·Batom -Ultra color rich - Vermelho

·Brilho Labial de Longa Duração -Vermelho

·Brilho Labia 24K - Puro ouro

CAIXA ROSA:

·Quarteto de sombras Cintilantes
         Olivia, Folha, Menta, Areia
          Rosa, Malva, Ameixa, Púrpura

·Brilho Labia 24K - Puro ouro

·Baton - Rosa Fantasia

·Blush em Pó
   Rosa
   Pêssego

·Batom de longa duração (extra Lasting)
  Pêssego

·Lápis Sombra           
Verde
Rosa Claro

·Batom Gloss
Rosa Floral

·Delineador liquido a prova d'água- Marrom
·Mascara para cílios -Gold Mascara- Preta

·Pó compacto facial 
Bronze

·Pó compacto de Longa duração     
Bege Médio
Bege Claro
Mel

·Sombra Iluminadora em creme - Cáqui

La Valse d'Amelie


Poema de banco de ônibus

Não sei se sei
Nesse momento singular
Trazer em minhas palavras
Algo relevante,
algo em relevo.
Que salte aos olhos
de algum entendedor
Faço poemas livres
Poemas soltos,
Poemas escrotos,
Poemas loucos,
Poemas tortos.
Sei que os faço
Sem razão singular alguma.
Apenas os construo
Sem o menor pudor.

Adeus

Me distancio a cada passo que passo.
Me desfaço de seu abraço.
Me disfarço nessa minha timidez.
Nessa minha ecasses de paixões
Me despeço de toda ilusão....

Imagens

The One That Got Away

Novo

Já não andava mais com o mesmo vigor de outrora . Suas pernas trêmulas e cansadas o levavam com dificuldade pelo percurso, que fora caminho há vários anos, até um banco próximo a uma árvore, uma companheira, que lhe dava abrigo e sombra nas tardes de sua vida. Suas lembranças faziam com que sentisse saudade do tempo em que seus filhos não faziam parte de seu mundo. Seus poucos cabelos grisalhos cobriam-lhe a cabeça numa tentativa de o proteger do sol. Em sua mão tremula estava a aliança em ouro, que selava por vários anos o seu amor por Alice. Em seu enterro ele prometera nunca mais tirá-la de seu dedo. Tirava de sua bolsa um pacote, dentro dele estava o alimento dos pombos que apareceriam à tarde para acompanhá-lo.
Um sorriso lhe preenchia o rosto. Mais uma vez caía em suas recordações, lembrava o quanto feliz ficava ao estar com as crianças nas tardes de domingo, em que deixava tudo para ficar com eles. Seu sorriso, que lhe trazia um ar de inocência, foi trocado por um profundo suspiro. As lembranças serviam para mostrar o quanto distante eles ficaram depois que cresceram. O calor daquela tarde era imenso, uma gota de suor percorria-lhe a face, passando por imperfeições que o tempo havia lhe trazido. Os óculos moldados em seu rosto era como se fizessem parte de seu corpo. Seu rosto estava plácido, sabia que a rotina mudaria a partir daquele dia. O dia começava a se pôr, o calor de antes dava lugar a um vento frio, o céu começava a escurecer. E com a mesma dificuldade de antes ele começava a caminhar em direção à rua. Seu olhar era de saudade, parecia que nunca mais viria a visitar esse lugar.

Intenso

As noites em que pulo a janela.
Recorro às cidades dos desejos.
Ratos escondem-se em esquinas.
Gemidos, gritos ferozes de prazer.
Noites intensas sem dormir.
Becos estreitos.
Muros altos.
Precipícios.
Envolve-me no adocicado cheiro do prazer.
À noite. Faço-me lascivo ao pequeno toque.
Gritos. Urros.
Mordidas. Lábios quentes e umedecidos.
Toques. Enrijecidos mamilos.
A lua aos poucos se esconde.
E todos os seres noturnos
Ao primeiro canto
Escondem-se.
Em becos, paredes, janelas, portas, luzes, caras.
Voltei, ao meu lar.
E observo, vejo a vida passando,
a espreita de um novo luar.

Noites

À cegueira da noite, me vejo parado sobre quatro rodas.
São conduzidos meus impulsos.
Vejo-me em ruas desertas, cheias de perigos e desejos.
Tenho sede.
Busco apenas a volúpia.
Busco a cura para minhas angustias.
Olho e vejo escuridão e medo.
Ouço risadas de desespero, não me perturbo.
Vejo a cada esquina mais um espelho,
Refletindo a dor de uma imagem tremula e conturbada.
Vejo agora um lugar seguro.
Cercado de vazio e caos.
Vejo a fúria do desejo
Em cada corpo,
Em cada copo,
Em cada canto.
São quatro da manhã,
Vejo que mais uma vez volto ao inicio de tudo.
Volto a estaca zero.
Sento e vejo mais um dia do mês.

Eu Não Quero Voltar Sozinho

Infância

Corria. Brincava. Pulava. Medo?! Escuridão. Bicho papão. Falava. Jogava. Era assim. Ou pelo menos como me sentia. Agora não tenho mais essa relação. As coisas mudam e mudam pra valer. Era liberdade o que eu sentia?Liberdade. Agora só tenho a falta de coragem. Quando criança agente não liga muito pra regras dos outros, criamos as nossas. Tenho um pouco de saudade dessa época. E podia ser o que eu queria e fazer o que me desse na telha. Agora tenho um inquisidor dentro de mim. Ele dita o que devo ou não fazer. Não sei se isso é uma idealização do passado. Mas é assim que realmente eu sinto.

Recordações

Saímos à tarde. Um sol imenso nos banhava. Eu absorto em meus desejos pueris. Estava eu a brincar, correr, me esconder,... Estava eu no meu mundo intimo. Era à tarde. O sol. A grama. O vento. Todos ali, companheiros das brincadeiras. Eu estava ali com o único intuito de me divertir. Era um campo enorme. Deliciava-me com aquela imensidão. Não ligava pra nada. Era eu e minhas brincadeiras. O fim da tarde ia chegando e eu ia me aproximado do cansaço, era hora de ir. Saímos. Eu olhava para traz e via os resquícios das brincadeiras, as marcas dos movimentos que deixei para trás. Depois de anos fui a mesmo loca de minha brincadeira e ainda via aquele garoto livre com um único intuito de se diverti, ma já não era eu.

Castelos de Areia

O sol se põe ao horizonte e caminho na areia macia e morna de um fim de tarde. Meus pés e mente cansados das andanças, das peregrinações da vida, rumam ao encontro dele. Pra algumas pessoas a praia é local de lazer. Para mim, um lugar onde paro para refletir, repensar e rearrumar o rumo de uma vida esgarçada. O céu em uma armação cromática, que passa por entre as matizes avermelhadas e as amareladas, cobrem a minha cabeça detentora de pensamentos turbulentos em tons acinzentados. Sou consumido por aquela luz, por aqueles sons, por aquelas matizes, por aquelas texturas. Um fim de tarde de reflexão e pensamento. Areia continua morna, mas o gelado da água resfria meus pés. Avisa-me do limite, até onde devo naquele momento parar e sentir a leve brisa que começa a possuir meu corpo. Sinto o vento e vejo o sol se pôr. Era única coisa que eu precisava e era única que eu queria naquele momento. Às vezes a vida corre tão rápida, um turbilhão de coisas acontecem ao mesmo tempo. Mal tenho tempo de respirar. No meio de mil coisas. Um cigarro. Acelerando um processo inevitável. Sempre seguindo assim. Olho o mar, o sol, o céu e as ondas. Vão e vem. O cheiro do mar. Uma pequena pausa para pensar no que se passou. No que se passa. Marejo meus olhos. Pergunto-me se tudo aquilo realmente faz sentido. Não sei. Realmente não sei. E será que um dia saberei? Fica sendo essa minha pergunta. E quem sabe ou saberá? Vejo um pequeno castelo erguido fronte ao mar. São tão bonitos. Mas inconstantes. Minha vida tem andado assim. Construo pequenos castelos fronte ao mar e os observo até o momento que as ondas batem  e o vão desmoronando. Pouco a pouco aqueles pequenos sonhos vão se desfazendo e sendo carregados pelo mar. Muito do que tenho construído tem sido assim. Agora há sal em meus pés e em minha face. Respiro. Levanto-me e viro as costas para aquele horizonte. Sei que tudo que pensei vai comigo. Nem a imensidão do mar, nem a grandeza de pôr do sol, nem a fina areia, nem a brisa leve, nem mesmo os castelos de areia me aliviaram do fato de existir e viver. Consolo-me em somente seguir em frente e ver no que pode dá. O barulho da rua chega, o tumulto das vidas cruzadas me absorve. Lá estou eu de costas para o mar e no meio de meu turbilhão.

Horácio - Glaucio Gil




Amigos, estou no elenco de Horácio e conto com a presença de todos.


Info:
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Atendendo ao pedido final de Hamlet, Horácio conta a história do amigo, dialogando não só com as mudanças que acontecem na corte dinamarquesa, mas também com muito do que já foi dito sobre o príncipe e seu autor ao longo dos séculos - o que transformou o jovem dinamarquês no personagem mais conhecido de Shakespeare.
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Direção: Márcio Vito e Larissa Siqueira
Elenco: Felipe Sut, Lorrana Mousinho, Rodrigo Reinoso, Luísa Reis, Luiz Phillipe Tavares, Thiago Monte, Tainá Louven e Ian Capillé
Trilha ao vivo: Maria Clara Coelho e Rachel Araújo
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De 19 de novembro a 18 de dezembro.
Sábados e domingos, sempre às 19 horas.
Classificação etária: 12 anos.
Ingresso - R$ 20 (inteira); R$ 10 (meia); R$ 5 (convite amigo).
Lotação: 25 lugares.

TEL


- Se te mostro com eu sou, te faço cair em tentação! - disse ela ao telefone, um sorriso que lhe cobria o rosto. - nunca fui dessas, sempre me revelei aos poucos. - acende um cigarro. - Minha intenção e não me vender assim tão fácil... Por que você?... Não sei... Talvez seu sorriso. Já lhe disse que me encanto por sorrisos... Apaixonada, não. Posso dizer encantada... me parece uma palavra muito forte para ser dita nesse momento... te conheço um pouco mais do que duas semanas... Um novo encontro?.. Talvez....

Encontro 2


Arrumava a mesa à espera dela. Era hora. Tocava a campainha. Ansioso abre a porta. Entrava uma bela mulher em um belo vestido vermelho. Sorriu e ela sorriu também.

I Want You


Revolta de Santa

Conversando no bar com uma amiga, contava o infortúnio que lhe acontecera algumas noites atrás. O telefone tocava no ápice da história.
- Alô! Sim é ela (seca e drástica). Sim, sei que é você. Vi na tela do meu celular. Pois não, diga. (direta) Eu? Rude? (ri ironicamente) ah, você sabe? Pois é não me parece... Sim estou sendo grossa. Diga logo o que você quer... Me convidar? Pra quê? ... Jantar?... Ah querido, acho que não vai dar. Pelo que eu vi, com você a coisa é fast-food... Não quero repetir o prato, quer dizer o lanchinho... Olha aqui se sua intenção foi ligar para mim pra me lembrar daquela noite horrenda em que você me deixou descer sozinha Santa Tereza inteira a pé, me fazendo estragar meu melhor par de sapatos.... Pois saiba que isso já está sendo assunto neste momento... Em um bar com uma amiga. Mais uma chance?... (ri escandalosamente) Gato, (modo de dizer é claro) Primeiro: me desculpe, se eu quisesse velocidade trepava com um coelho (acho até que deve ser mais interessante). Segundo: não tenho vocação para Branca de Neve, então não me interessa nenhuma intimidade com seu anãozinho... Não fala assim? como você quer que eu fale?! ... (ironicamente dissimulada) Ai meu amorzinho vamos nos encontrar para você tentar me comer na rua, gozar com algumas caricias, falar que não dá pra continuar, pois você já realizou seu tesão...  e me fazer caminha sozinha pelas ruas de Santa Tereza... Assim querido, trepar com homem que goza rápido, já fiz isso na vida, mas sempre se dá um jeito da coisa prosseguir. Homens com o pau pequeno também já peguei. Mas o combo?! E ainda por cima sem um mínimo de consideração pela pessoa?! Para mim foi demais. Só não enfiei a mão na tua cara, por que eu não sei?! Mas devia... Calma?! Você quer calma? Olha aqui já me estressei demais com esse assunto. Vai procura a sua Branca de Neve e fazer o seu lanchinho. Que para mim bastou àquela noite.
Imediatamente desliga o telefone. Volta à conversa com a amiga. Rapidamente acende um cigarro.
- Eu realmente não tenho vocação para Branca de Neve. E realmente odeio Fast-food.

De como o homem aprende a ser só



Hoje, cheguei, em minha casa, afim de escrever. Há séculos que não me dedicava a essa vontade. Só hoje me possuiu essa necessidade, acho que finalmente os dragões do passado retornaram. Assuntos que, preferia eu ter esquecido ou pelo menos ignorado, ressurgiram. Sempre chega um momento em nossas vidas que seu passado manda lembranças, o meu não tardou a dar seus sinais. Um encontro. Foi essa a pequena gota que deslanchou em um dilúvio. Por muito tempo me escondi no alto de minha torre, tentando escapar dos dragões que cercavam a vida, mas hoje eles me encontraram. Encostado nesse castelo frio. Nessa minha fortaleza. Durante anos ignorei tudo e a todos, que estavam em minha vida passado, mas esse encontro me fez recordar, sentir. Por que, por mais que não aparente, há vida nessa casca dura e seca que criei para sobreviver esses anos. Então resolvi escrever e aqui estou. Isso não significa que retornei totalmente a essa vida criativa, inventiva, nem a possibilidade de continuidade dessa faísca que agora se esquenta em mim. Aos 25 anos, justo nessa idade, iniciaram os anos mais vazios de propósito na minha vida. Achei que tudo mudaria se eu mudasse, as coisas tomariam um novo rumo e tomaram. Eu mudei. Ontem tive a prova disso, o meu encontro com ela me fez ver. Antes um jovem rapaz amável, sonhador, almejando o mundo e com a mente pueril da juventude. Hoje um ser amargo, frio, um homem só. Eu, verdadeiramente, tinha planos e agora almejo a medíocre tranqüilidade cotidiana. Os dragões da lembrança andam dando seus sinais. Nessa semana fui á casa de minha mãe, que há tempo não visitava. Ela me entregou uma carta recebida dois meses atrás. Quando vi de quem era demorei acreditar. Um sentimento de saudade e um medo de responder percorreram em mim no mesmo instante. Éramos amigos, tivemos muitos momentos juntos e pretendíamos nunca nos separar. Queria poder falar que a vida nos separou, mas percebo e sei que foi uma escolha minha. Ela voltava da Alemanha com várias novidades e queria saber de mim, o porquê do meu sumiço, a minha falta de comunicação. Pensei imediatamente "o que eu estive fazendo comigo?". Verdade que eu sumi, pois era meu desejo sumir naquele momento. Troquei endereço, troquei telefones e apaguei qualquer registro que levasse a me encontrar. Até evito ir à casa de minha mãe, para evitar um telefone ou um encontro surpresa. Eu me tornei o espelho do meu antigo medo, um home só. Enfim ontem a encontrei, vi nos olhos dela que não havia me reconhecido, melhor, que não encontrou o rapaz que ele conviveu durante a juventude. Depois que ela se foi, muita coisa se transformou. Nosso encontro foi frio e formal. Eu não estava mais acostumado às farras e frivolidades que vivemos em nossa época. Percebi que de alguma maneira ela tentava tirar de mim algo do eu antigo e descobrir o que me fizera mudar. "eu mesmo. Cansado, acabei sucumbindo á um vida pacata e discreta e rendido a ela optei por não me expor. Simplesmente me isolei." Hoje vivo uma rotina "Casa e trabalho". Depois de um curto e desajeitado dialogo saímos, cada um para o seu lugar, eu frio e formal da mesma forma que cheguei e ela com uma sombra de decepção. Talvez não nos encontraremos novamente. Pois nossos mundos modificaram. Eu já não cabia mais em seus planos e conquistas e ela não poderia compor meu cotidiano. Um homem só não possui amigos. Conviverei assim, com as minhas lembranças, rancores e frustrações. Trancar-me-ei em meu castelo e levarei a vida evitando os dragões. Uma vez certa cartomante me falou sobre um futuro brilhante e que eu teria uma vida onde todos estariam ao meu lado. Acho que essa previsão me assustou e com isso decidi mudar o curso das coisas.

Sobre morangos, mofos e amores

Há sempre algo que me diz “morangos não se guardam em gavetas.” Morangos foram feitos para serem deliciados e aproveitados enquanto estão maduros e frescos. Degustados em seu vermelho selvático, em seu calor e brilho da maturidade. Descobri isso tarde demais. Hoje encontrei alguns morangos guardados. Acumulados em uma escrivaninha velha e abandonada dentro de um sótão. Morangos que me encantaram pelo seu frescor, pela novidade e seu vermelho irradiante. Que uma vez conquistado por mim, por medo de perdê-los, os escondi em uma gaveta escura e úmida. E ali ficaram esperando o momento de serem deliciados. Com o tempo meus pensamentos procuraram por outras coisas e outros morangos passaram por minha vida. Alguns verdes demais. Outros já apodrecidos. Enquanto aqueles que me encantaram ficaram ali, no escuro, à espera. Eu simplesmente me esqueci deles. Hoje quando reabri as gavetas os encontrei junto a milhares de outras coisas que acumulei na passagem da vida e outras coisas que não lembrava que ali havia colocado. Dentro estavam morangos, cartas, músicas, pedaços de lembranças, restos de vida e mofos. Percebi que o que se acumula cria mofo. Os morangos em vermelhos intensificados agora estavam cobertos de um verde, não o verde da prematuridade, e sim o verde do esquecimento, do descaso e da solidão. Sei muito bem que não recuperarei a virtude desses morangos, por desatenção eu os estraguei. Não se acumula morangos. Primeiro os tem e depois os consome. Uma vez esquecido os morangos se deprimem, amolecem e apodrecem. O mofo é a resultante do descaso. Eles possuem tudo o que foi esquecido, abandonado e deixado pelo tempo. Tive de por na lixeira e apagar da memória esses morangos, mas como qualquer coisa que apodrece, deixam cheiro e isso vai demorar um tempo até se apagar. Um rastro de algo que foi esquecido e que se magoou pelo esquecimento. Parando de falar de morangos, agora quero falar sobre amores...

PMNH

Sou consciente das coisas que me iludem.
Faço dos meus sonhos um mundo real
Cheios de fantasias.
Não sou o único a ser tão consciente de que a fantasia
Não passa de lembranças construídas pelo passado.

Essa Noite

Olhos. Alerta.
Encontramos algo.
Álcool. Musicas. Pessoas.
Uma multidão.
Noite Fria.
Mãos que se encontram.
Dedos que se tocam.
Cruzam-se pensamentos. Idéias.
Sons se misturam à tímidos sorrisos.
Olhos. Fixos.
Penetra agora uma sensação de Duo.
No Fim.
Corpos entregues a desejos.
Onde estamos?
Continuemos.

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